Vagueio por Lisboa só,
Até chegar ao teu encontro.
E Lisboa comigo é Linda,
Comigo e com os turistas apaixonados que por ela passam,
E os sem abrigo que dela fazem casa,
Mas quando chegas Lisboa toma nova forma,
Embuída da tua tão grande incoerência.
És só por si um risco de coca aceso,
E mesmo em lágrimas eu snifo-te o sorriso.
Trespassas-me com a tua loucura
Até que a sinto minha
És só inocência disforme em vivências precoces
E ensinas-me acerca do nada, que do resto eu já fui sabendo.
Nas tuas pernas, compridas, de traços ainda infantis,
Toda uma curta vida de experiências cortantes, uma história em cada cicatriz que trazes,
Ainda assim,
Pareces-me sempre tão virgem.
E tu enrolas mais uma ganza,
Sentada de pernas abertas, os calções curtos do costume, a blusa sempre a caír e a mostrar o começo dos teus seios,
Mas sabes,
Sou eu que realmente fumo,
Que te fumo toda essa incoerência,
Que não é mais que a minha fonte de lucidez.

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