Meu amor,
É já hoje.
É só mais um dia em que te mascaras de sonhos
E vestes as roupas dos tempos da sorte.
E arrancas forças através do solo,
Além dos demais,
Além de ti.
Estou contigo, sempre, em Alma.
Vejo-te bem, como se caminhássemos juntas por essa cidade desconhecida.
- Não te falta nada.
Guarda e relê os textos dos grandes
Que nos deixaram as heranças do ser antes de ter.
Hoje está sol e eu penso-te onde cheira às rosas iguais às que te dei
Em cada dia que te vi chegar
De olhos brilhantes postos no céu
À espera que tudo se transforme
À espera que doa menos quando visitas as terras.
E que tudo se propague no tempo
Sem que te mates,
Até que não nos cansemos.
Reinventemos as letras.
Mudemos os acordes.
Saibamos sempre encontrar ao acaso as ruas por onde ainda não passámos
E observar os que nela moram.
E contar histórias à vida.
E hoje deixa-te ser tudo o que queres ser,
Uma vez mais,
Nesses palcos feitos de ti.
Nesses palcos em que és só a tua essência.
E lembra-te que há sempre um jardim bonito ao fundo,
Se continuares o caminho.
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Excerto de alguma declaração passada
Escrevo-te mais uma vez para te deixar provas mais palpáveis do que agora eu, do quanto esta saudade me mata de forma diferente das outras vezes,
Cada vez mais asfixiante.
Cada vez menos esperançosa.
Gostava de ser a primeira a poder partilhar contigo o primeiro sorriso da manhã,
Afastar-te os cabelos do rosto e beijar-te a face pálida e jovem que ainda preservas.
Sinto-me tantas vezes só iguais a esta vez em que te escrevo,
Só a tua companhia ainda que ortográfica me alenta enquanto me falta a respiração com a falta da tua nos meus lábios.
Abraço-te forte na escuridão, mesmo que sejas apenas feita de de algodão, penas e muitos sonhos.
Esta solidão é triste, mas poderia ser mais triste se não fosse a tua passagem por mim, a tua existência que ficou em mim como dois grandes quentes braços que me envolvem na noite em que tens medo comigo,
E ambas nos amparamos.
E o meu coração vai ficando cada vez mais pequeno. Mais apertado. Mais sem jeito.
Aquilo que me deixas, porém, é de uma riqueza inigualável, que poucos vêem, poucos sentem.
Leva-me contigo e procura-me nesse espaço de alma quando precisares de um bocadinho mais de força, da alegria desmedida da juventude, ou então só do amor mais genuíno.
Eu levo-te comigo a cada descoberta, a cada partida e a cada chegada.
A cada princípio do fim.
Sabes bem, que o palco é e sempre será nosso.
Cada vez mais asfixiante.
Cada vez menos esperançosa.
Gostava de ser a primeira a poder partilhar contigo o primeiro sorriso da manhã,
Afastar-te os cabelos do rosto e beijar-te a face pálida e jovem que ainda preservas.
Sinto-me tantas vezes só iguais a esta vez em que te escrevo,
Só a tua companhia ainda que ortográfica me alenta enquanto me falta a respiração com a falta da tua nos meus lábios.
Abraço-te forte na escuridão, mesmo que sejas apenas feita de de algodão, penas e muitos sonhos.
Esta solidão é triste, mas poderia ser mais triste se não fosse a tua passagem por mim, a tua existência que ficou em mim como dois grandes quentes braços que me envolvem na noite em que tens medo comigo,
E ambas nos amparamos.
E o meu coração vai ficando cada vez mais pequeno. Mais apertado. Mais sem jeito.
Aquilo que me deixas, porém, é de uma riqueza inigualável, que poucos vêem, poucos sentem.
Leva-me contigo e procura-me nesse espaço de alma quando precisares de um bocadinho mais de força, da alegria desmedida da juventude, ou então só do amor mais genuíno.
Eu levo-te comigo a cada descoberta, a cada partida e a cada chegada.
A cada princípio do fim.
Sabes bem, que o palco é e sempre será nosso.
domingo, 15 de maio de 2016
Avó
Hoje é um dia pesado.
Tu eras leve.
Não sei porque é um dia pesado se tu eras leve.
Não tenho jeito para compreender estes dias.
Não sei enfrentar este preto.
Não sei que fazer aos dias pesados que estão por vir.
Não sei que dizer às pessoas,
Não gosto de lhes dar resposta.
Foste embora e foi-se se o piano ao centro da casa,
A peça fundamental do puzzle,
A música de fundo do momento glorioso chave, do momento alto, do filme do ano.
Eras tu.
O pilar, a base, o centro
Tu eras leve.
Não sei porque é um dia pesado se tu eras leve.
Não tenho jeito para compreender estes dias.
Não sei enfrentar este preto.
Não sei que fazer aos dias pesados que estão por vir.
Não sei que dizer às pessoas,
Não gosto de lhes dar resposta.
Foste embora e foi-se se o piano ao centro da casa,
A peça fundamental do puzzle,
A música de fundo do momento glorioso chave, do momento alto, do filme do ano.
Eras tu.
O pilar, a base, o centro
A música.
domingo, 1 de maio de 2016
Por dentro
Consegui ver a tua essência antes que criasses essa personagem que te reveste a pele - Quando eras tu no começo de tudo. Quando eras tu despida de outro tipo de preconceito - aquele que tens de ti mesma, aquilo que és debaixo dos trapos e que escondes nas paredes do teu quarto.
A religiosidade que ainda te reveste a alma e o corpo.
Os costumes que te são tão próprios e naturais mas que não se coadunam com a realidade em que te inseriste propositadamente com desespero de fuga - e foges do quê?
Foges de ti.
Depois encarnas essa postura de revolta social, ainda assim não te falta absolutamente nada,
Excepto algum tipo de amor.
Excepto amares-te - estás perdida entre o certo e o errado.
E parece-te saír da pele esse grito que rejeita as origens - mas sentes falta de algo mais que só as origens te dão.
Só as origens te dão - vais lá chegar.
Vives em palco - todos os dias -Tu és o palco - Em cada passo que dás.
E não és feliz e leio-te o choro na diagonal dos teus textos.
Porém quando os nossos olhares se cruzam nas ruas há sempre um olhar teu ridiculamente meigo e uma pena de mim, que a sinto, e a detesto solenemente.
É que eu e tu vivemos e sentimos o mesmo - eu só não me dou às tuas gentes. Eu só não faço espectáculo para inglês ver. Eu dou-me às almas inteira de mim, sem merdas.
Eu só não finjo ser.
E tu perdes ao amor porque te descobrem uma verdade dissonante que não soubeste mostrar no momento certo. Que não soubeste mostrar, ponto. Foi uma porta que deixaste entreaberta por puro esquecimento e na hora do amor onde nos perdemos tudo é mais cedo ou mais tarde revelado.
E a timidez vem disso. A insegurança que ainda se sente nos teus lábios, no gesticular dos teus membros e na forma como cruzas a perna a ler numa esplanada da avenida.
E eu vejo-te ainda a vulnerabilidade de ser tão só entre os teus.
De ser sempre só, em tudo.
E vejo o que essas gentes não vêem, essas gentes que te rodeiam de festas e cravos.
Tu não és cravo, nunca foste.
És rosa.
E tens medo.
Tens medo do que sou e do que te digo com os olhos.
Tens medo porque sabes que eu sei quem és.
Debaixo dos trapos.
Debaixo de [um outro] Ti.
- Por dentro.
A religiosidade que ainda te reveste a alma e o corpo.
Os costumes que te são tão próprios e naturais mas que não se coadunam com a realidade em que te inseriste propositadamente com desespero de fuga - e foges do quê?
Foges de ti.
Depois encarnas essa postura de revolta social, ainda assim não te falta absolutamente nada,
Excepto algum tipo de amor.
Excepto amares-te - estás perdida entre o certo e o errado.
E parece-te saír da pele esse grito que rejeita as origens - mas sentes falta de algo mais que só as origens te dão.
Só as origens te dão - vais lá chegar.
Vives em palco - todos os dias -Tu és o palco - Em cada passo que dás.
E não és feliz e leio-te o choro na diagonal dos teus textos.
Porém quando os nossos olhares se cruzam nas ruas há sempre um olhar teu ridiculamente meigo e uma pena de mim, que a sinto, e a detesto solenemente.
É que eu e tu vivemos e sentimos o mesmo - eu só não me dou às tuas gentes. Eu só não faço espectáculo para inglês ver. Eu dou-me às almas inteira de mim, sem merdas.
Eu só não finjo ser.
E tu perdes ao amor porque te descobrem uma verdade dissonante que não soubeste mostrar no momento certo. Que não soubeste mostrar, ponto. Foi uma porta que deixaste entreaberta por puro esquecimento e na hora do amor onde nos perdemos tudo é mais cedo ou mais tarde revelado.
E a timidez vem disso. A insegurança que ainda se sente nos teus lábios, no gesticular dos teus membros e na forma como cruzas a perna a ler numa esplanada da avenida.
E eu vejo-te ainda a vulnerabilidade de ser tão só entre os teus.
De ser sempre só, em tudo.
E vejo o que essas gentes não vêem, essas gentes que te rodeiam de festas e cravos.
Tu não és cravo, nunca foste.
És rosa.
E tens medo.
Tens medo do que sou e do que te digo com os olhos.
Tens medo porque sabes que eu sei quem és.
Debaixo dos trapos.
Debaixo de [um outro] Ti.
- Por dentro.
sábado, 23 de abril de 2016
Silêncio!
Silêncio!
Que se vai cantar o fado.
Que se vai cantar o teu fado.
O teu fado que não é o meu.
O teu fado que não sou eu.
Silêncio!
Que se vão cantar distâncias.
Que se vão cantar promessas que não se cumprem por esquecimento.
Que não se cumprem por falta de tempo.
Silêncio!
Que se vão cantar lamentos.
Impedimentos.
E os teus mais sinceros sentimentos.
Silêncio!
Que se vão cantar - silêncios.
Que te incomodam os barulhos.
As palavras.
O meu corpo.
Silêncio!
Que se vão cantar egoísmos.
Que se vão cantar ordens.
Que se vão cantar desordens.
Que se vão cantar despedidas.
Que se vão cantar desvios.
Que se vão cantar vazios.
Que se vai cantar o fim.
Silêncio!
Que se vai cantar o fado.
O fado que morre em mim.
Que se vai cantar o fado.
Que se vai cantar o teu fado.
O teu fado que não é o meu.
O teu fado que não sou eu.
Silêncio!
Que se vão cantar distâncias.
Que se vão cantar promessas que não se cumprem por esquecimento.
Que não se cumprem por falta de tempo.
Silêncio!
Que se vão cantar lamentos.
Impedimentos.
E os teus mais sinceros sentimentos.
Silêncio!
Que se vão cantar - silêncios.
Que te incomodam os barulhos.
As palavras.
O meu corpo.
Silêncio!
Que se vão cantar egoísmos.
Que se vão cantar ordens.
Que se vão cantar desordens.
Que se vão cantar despedidas.
Que se vão cantar desvios.
Que se vão cantar vazios.
Que se vai cantar o fim.
Silêncio!
Que se vai cantar o fado.
O fado que morre em mim.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Secam-se as lágrimas
O telefone toca e limpam-se as lágrimas.
Contamos até dez. Respiramos bem fundo.
Engolimos soluços.
Ninguém sabe o que és por detrás da porta do quarto.
- Ninguém sabe quem és.
Vês no espelho uma imagem que já não é tua.
Foi-te roubada pela falta de ingenuidade.
Pela frieza das palavras.
Pelos silêncios gritantes.
Contas dez vezes mais.
Contas cem vezes mais.
Contas mil vezes mais.
Calas.
Calas a dor.
Tapas-lhe a boca.
Ordenas que te deixe em paz.
Mais um comprimido só para não ser tão duro.
É só às vezes.
Quando é que foi a última vez que foste feliz?
Quem é que te lê, quem é que te ouve?
És farça social.
Monólogo de actuações sem público.
O mundo não faz parte de ti.
Tu não és parte do mundo.
Quando tentas falar, não te saem as palavras.
Não te saem as palavras certas.
Não sabes justificar a tua própria dor.
Já nem sabes de onde vem.
Anestesia.
Apatia.
A dor instalou-se e fez de casa às lágrimas que secaram.
O corpo adormeceu.
"Estou bem, e tu?"
Fechas os olhos -Esperas não acordar.
Contamos até dez. Respiramos bem fundo.
Engolimos soluços.
Ninguém sabe o que és por detrás da porta do quarto.
- Ninguém sabe quem és.
Vês no espelho uma imagem que já não é tua.
Foi-te roubada pela falta de ingenuidade.
Pela frieza das palavras.
Pelos silêncios gritantes.
Contas dez vezes mais.
Contas cem vezes mais.
Contas mil vezes mais.
Calas.
Calas a dor.
Tapas-lhe a boca.
Ordenas que te deixe em paz.
Mais um comprimido só para não ser tão duro.
É só às vezes.
Quando é que foi a última vez que foste feliz?
Quem é que te lê, quem é que te ouve?
És farça social.
Monólogo de actuações sem público.
O mundo não faz parte de ti.
Tu não és parte do mundo.
Quando tentas falar, não te saem as palavras.
Não te saem as palavras certas.
Não sabes justificar a tua própria dor.
Já nem sabes de onde vem.
Anestesia.
Apatia.
A dor instalou-se e fez de casa às lágrimas que secaram.
O corpo adormeceu.
"Estou bem, e tu?"
Fechas os olhos -Esperas não acordar.
sábado, 26 de março de 2016
Temos tudo
Aí a cidade vira festa.
As ruas luminosas.
E as gentes cheias de graça.
Os artistas de rua enchem-nos pedaços de alma que nos foram escapando com o tempo.
[re]aprendemos uma língua nossa,
Criamos dialectos.
O mundo pára de ser monótono por uma infinidade de segundos.
Somos rainhas, num reino realmente nosso.
Num mundo realmente nosso.
Num paraíso realmente nosso.
Um mundo sem tempos,
Embora cheio de compassos.
E as notas musicais que nos apetece.
Regressamos às origens, voamos ao futuro e voltamos sempre a nós:
Esse estar, e ser, tão indescritível.
Só nosso.
As ruas luminosas.
E as gentes cheias de graça.
Os artistas de rua enchem-nos pedaços de alma que nos foram escapando com o tempo.
[re]aprendemos uma língua nossa,
Criamos dialectos.
O mundo pára de ser monótono por uma infinidade de segundos.
Somos rainhas, num reino realmente nosso.
Num mundo realmente nosso.
Num paraíso realmente nosso.
Um mundo sem tempos,
Embora cheio de compassos.
E as notas musicais que nos apetece.
Regressamos às origens, voamos ao futuro e voltamos sempre a nós:
Esse estar, e ser, tão indescritível.
Só nosso.
E faltam sempre pequenas coisas aqui e ali, como falta ao mundo todo,
Falta sempre mais tempo.
Faltam sempre mais oportunidades.
Falta sempre mais tempo.
Faltam sempre mais oportunidades.
Faltam sempre mais físicas proximidades.
Falta até dinheiro, e faltam mais palcos, e falta percorrer um milhão de outras cidades.
Mas nos teus braços, nos olhares, nos silêncios e em toda esta emoção, sentido, e vida,
Respiramos harmonia, paz, abraços e sorrisos.
E temos tudo.
Mas nos teus braços, nos olhares, nos silêncios e em toda esta emoção, sentido, e vida,
Respiramos harmonia, paz, abraços e sorrisos.
E temos tudo.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
Não sou.
Os meus olhos choram, e param.
Choram e param.
Choram, e param.
Como eu.
As portas fecharam-se.
Meu deus do céu o mundo está sobre um véu escuro.
Morremos hoje.
Tive de te acabar para que não acabasses comigo.
Estou à deriva e sem tecto.
Reaprendo a caminhar sem jeito.
Tenho frio e não me abrigo.
Nada é quente.
Nada aquece.
Desprotegi-me.
Deixo-me caír.
O meu corpo contrai-se de dor.
A alma esmorece.
Hoje sou por inteiro e sou-o só
- Não sou.
Toda a puta do mundo só quer ser amado.
-Não sou.
Choram e param.
Choram, e param.
Como eu.
As portas fecharam-se.
Meu deus do céu o mundo está sobre um véu escuro.
Morremos hoje.
Tive de te acabar para que não acabasses comigo.
Estou à deriva e sem tecto.
Reaprendo a caminhar sem jeito.
Tenho frio e não me abrigo.
Nada é quente.
Nada aquece.
Desprotegi-me.
Deixo-me caír.
O meu corpo contrai-se de dor.
A alma esmorece.
Hoje sou por inteiro e sou-o só
- Não sou.
Toda a puta do mundo só quer ser amado.
-Não sou.
domingo, 31 de janeiro de 2016
Decrescente
Em primeiro lugar,
Silenciei.
Deixei de falar para que nunca tivesse que falar de ti.
Deixei de ouvir as músicas que me puxavam para ti.
Parei de ver as imagens que me lembravam de ti.
Pus de parte os livros que te liam, que nos liam.
Parei de ver os filmes que me recordavam de ti.
Deixei de sentir os cheiros que cheiravam a ti.
Deixei de percorrer as ruas que percorremos.
Arrumei as tuas roupas debaixo da cama.
Parei de sonhar para não sonhar contigo.
Desliguei-me das redes sociais.
Parei de comer o que comias.
Parei de ver aquilo que vias.
Pus de parte as memórias.
Apaguei o que era teu.
Apaguei tudo, tudo.
Apaguei a alma.
Apaguei-nos.
Não me restou nada.
Silenciei.
Deixei de falar para que nunca tivesse que falar de ti.
Deixei de ouvir as músicas que me puxavam para ti.
Parei de ver as imagens que me lembravam de ti.
Pus de parte os livros que te liam, que nos liam.
Parei de ver os filmes que me recordavam de ti.
Deixei de sentir os cheiros que cheiravam a ti.
Deixei de percorrer as ruas que percorremos.
Arrumei as tuas roupas debaixo da cama.
Parei de sonhar para não sonhar contigo.
Desliguei-me das redes sociais.
Parei de comer o que comias.
Parei de ver aquilo que vias.
Pus de parte as memórias.
Apaguei o que era teu.
Apaguei tudo, tudo.
Apaguei a alma.
Apaguei-nos.
Não me restou nada.
É engano.
O telefone toca, é engano.
É engano sempre.
Se me ligam para me contratar,
É engano.
Se me ligam para matar saudades,
É engano.
Se me ligam para saber se estou viva,
É engano.
A caixa de e-mails cresce.
Nunca és tu.
É engano.
Sinto amor dos outros e não o sinto.
Há carinho por todo o lado,
É engano.
Há mensagens bonitas,
É engano.
Há a puta dos likes,
É engano.
Não és tu, Não é ninguém.
Não sou eu - eu já fui.
É engano.
Este número já não existe.
E eu não tenho segunda via.
Tão pouco segunda vida.
E esta já acabou.
Desculpem,
É engano.
É engano sempre.
Se me ligam para me contratar,
É engano.
Se me ligam para matar saudades,
É engano.
Se me ligam para saber se estou viva,
É engano.
A caixa de e-mails cresce.
Nunca és tu.
É engano.
Sinto amor dos outros e não o sinto.
Há carinho por todo o lado,
É engano.
Há mensagens bonitas,
É engano.
Há a puta dos likes,
É engano.
Não és tu, Não é ninguém.
Não sou eu - eu já fui.
É engano.
Este número já não existe.
E eu não tenho segunda via.
Tão pouco segunda vida.
E esta já acabou.
Desculpem,
É engano.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Sem pressa nenhuma
Toda ela transborda excitação e contentamento.
Não estou habituada às almas felizes.
Se me esqueço que o tempo está contado pelos relógios e é por isso que os poetas nos mandam viver,
Relembra-me do quão alegre e simples pode ser a vida
Com o seu jeito puro de ser, a sua graça natural,
Os cabelos ao vento de quem espera o comboio do futuro
Sem pressa nenhuma.
Ao contrário de mim que corro e fujo apressada pelos dias
E me refugio em memórias melhores que a rotina que me cerca.
Tem nos olhos e na expressão do rosto um viver traquina e jovem.
Gosto que seja exatamente o que deve ser.
Aquilo que lhe apetece ser.
É bom sentir o sol por entre a escuridão de cada madrugada.
E que futuro nenhum a formate
Que ela não perca toda essa luz que brilha durante a noite
E se adormece com o nascer do dia.
Que seja sempre assim:
Jovem e cheia de sonhos.
Que seja sempre assim:
Jovem e cheia de sonhos.
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