Toda ela transborda excitação e contentamento.
Não estou habituada às almas felizes.
Se me esqueço que o tempo está contado pelos relógios e é por isso que os poetas nos mandam viver,
Relembra-me do quão alegre e simples pode ser a vida
Com o seu jeito puro de ser, a sua graça natural,
Os cabelos ao vento de quem espera o comboio do futuro
Sem pressa nenhuma.
Ao contrário de mim que corro e fujo apressada pelos dias
E me refugio em memórias melhores que a rotina que me cerca.
Tem nos olhos e na expressão do rosto um viver traquina e jovem.
Gosto que seja exatamente o que deve ser.
Aquilo que lhe apetece ser.
É bom sentir o sol por entre a escuridão de cada madrugada.
E que futuro nenhum a formate
Que ela não perca toda essa luz que brilha durante a noite
E se adormece com o nascer do dia.
Que seja sempre assim:
Jovem e cheia de sonhos.

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