sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sem pressa nenhuma

Toda ela transborda excitação e contentamento. Não estou habituada às almas felizes. Se me esqueço que o tempo está contado pelos relógios e é por isso que os poetas nos mandam viver, Relembra-me do quão alegre e simples pode ser a vida Com o seu jeito puro de ser, a sua graça natural, Os cabelos ao vento de quem espera o comboio do futuro Sem pressa nenhuma. Ao contrário de mim que corro e fujo apressada pelos dias E me refugio em memórias melhores que a rotina que me cerca. Tem nos olhos e na expressão do rosto um viver traquina e jovem. Gosto que seja exatamente o que deve ser. Aquilo que lhe apetece ser. É bom sentir o sol por entre a escuridão de cada madrugada. E que futuro nenhum a formate Que ela não perca toda essa luz que brilha durante a noite E se adormece com o nascer do dia.
Que seja sempre assim:
Jovem e cheia de sonhos.



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