segunda-feira, 27 de junho de 2016

Excerto de alguma declaração passada

Escrevo-te mais uma vez para te deixar provas mais palpáveis do que agora eu, do quanto esta saudade me mata de forma diferente das outras vezes,
Cada vez mais asfixiante.
Cada vez menos esperançosa.
Gostava de ser a primeira a poder partilhar contigo o primeiro sorriso da manhã,
Afastar-te os cabelos do rosto e beijar-te a face pálida e jovem que ainda preservas.
Sinto-me tantas vezes só iguais a esta vez em que te escrevo,
Só a tua companhia ainda que ortográfica me alenta enquanto me falta a respiração com a falta da tua nos meus lábios.
Abraço-te forte na escuridão, mesmo que sejas apenas feita de de algodão, penas e muitos sonhos.
Esta solidão é triste, mas poderia ser mais triste se não fosse a tua passagem por mim, a tua existência que ficou em mim como dois grandes quentes braços que me envolvem na noite em que tens medo comigo,
E ambas nos amparamos.
E o meu coração vai ficando cada vez mais pequeno. Mais apertado. Mais sem jeito.
Aquilo que me deixas, porém, é de uma riqueza inigualável, que poucos vêem, poucos sentem.
Leva-me contigo e procura-me nesse espaço de alma quando precisares de um bocadinho mais de força, da alegria desmedida da juventude, ou então só do amor mais genuíno.
Eu levo-te comigo a cada descoberta, a cada partida e a cada chegada.
A cada princípio do fim.
Sabes bem, que o palco é e sempre será nosso.

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