sábado, 23 de abril de 2016

Silêncio!

Silêncio!
Que se vai cantar o fado.
Que se vai cantar o teu fado.
O teu fado que não é o meu.
O teu fado que não sou eu.
Silêncio!
Que se vão cantar distâncias.
Que se vão cantar promessas que não se cumprem por esquecimento.
Que não se cumprem por falta de tempo.
Silêncio!
Que se vão cantar lamentos.
Impedimentos.
E os teus mais sinceros sentimentos.
Silêncio!
Que se vão cantar - silêncios.
Que te incomodam os barulhos.
As palavras.
O meu corpo.
Silêncio!
Que se vão cantar egoísmos.
Que se vão cantar ordens.
Que se vão cantar desordens.
Que se vão cantar despedidas.
Que se vão cantar desvios.
Que se vão cantar vazios.
Que se vai cantar o fim.

Silêncio!
Que se vai cantar o fado.
O fado que morre em mim.


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