domingo, 14 de setembro de 2014

Terminem-me já.

São sete da noite e eu levanto me com o quase deitar do dia
Sento-me na cama antes de ganhar forças para me erguer de pé,
E Já sinto os ossos das costas contra a parede feia e fria do quarto
De tanto comer o teu corpo à noite em sonhos mórbidos em que vens
E me violas sem perdão,
E de me alimentar somente das memórias que restam, durante o dia.
Como é ser papel principal?
Como é ser capa de livros e histórias intemporais,
Em que és a grandiosa protagonista?
Como é seres musa de poemas,
Inspiração para melodias, 
E tudo começar, e acabar em ti?
As minhas mãos tremem.
Eu sinto chegar um laivo de inspiração
Que me faz ter a força de ainda escrever um pouco.
Valha-nos isso - Escrever.
O que diariamente me salva.
E tu és momento quando te lêem e solidão quando te fecham a página,
E enquanto escreves?
Um doce coma ilustrado.
Aí que não me quero mais a mim!
Este corpo, esta alma, este pensar constante!
E sentir a falta daquela droga que é ela em cheiros, formas, sexo e calor,
E colmatar essa falta com tudo o que te corte  momentaneamente a dor.
E ser só isso, a tua realidade. 
Se é disso que vivo,
Terminem-me já.


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