A minha mente paira acima de mim:
Sinto-me fora de mim pelas piores razões.
Já nem consigo fazer uma escrita minimamente consciente,
Coerente.
Chega de festa, chega de sexo, chega.
Mas o que fica?
Nada.
Dói-me a garganta, dói-me a cabeça,
Estou a doer-me.
E ela escreve-me e toca-me e sente-me,
É a loucura materializada em achegos bem quentes,
E agora não me apetece.
E agora, não me apetece calor.
Quero um banho de água fria e acordar do nada,
Se faz favor, obrigada.
A minha cabeça já não pensa, só vive.
Não quero parar, e não quero continuar.
Não quero saír, não quero ficar.
Não há um meio termo aceitável,
Como que um coma?
Preciso só de uma pausa, demorada,
Se faz favor, obrigada.

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