Uma vez estava num café a ter uma explicação de contabilidade e estava sentada ao meu lado uma senhora visualmente simpática. Tinha um ar distinto (distinto é uma das minhas palavras favoritas), reservado e atento ao que fazia. Aproximou-se um senhor, que era estrangeiro, e perguntou-lhe em inglês se ela era escritora com o entusiasmo próprio de quem não está a contracenar com a rotina. Ela respondeu que não e revelou logo a seguir a sua profissão com uma pergunta:
- O que o... levou a pensar isso?
- Está a escrever ao computador, sozinha, num café…
- Sou psicanalista.
- O que o... levou a pensar isso?
- Está a escrever ao computador, sozinha, num café…
- Sou psicanalista.

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