Devo avisar-te que te vou magoar. Vou magoar-te sempre.
Ninguém merece ser magoado,
Mas na verdade eu não vou ter escolha por muito tempo, tu queres uma resposta e eu devo dar-ta.
Não me aproximei falsamente, achei-te realmente graça, mas é só.
Se te uso? Mas é claro que uso!
Bem como todo o mundo...
Não há emoção em mim já.
Na realidade apetece-me agora ter-te do meu lado, mas eu sei que isso dura apenas dez minutos. Depois farto-me outra vez.
Todos nos fartamos. Eu farto-me um pouco mais rapidamente, porque nada realmente me interessa, apenas ando por aqui a tentar extraír emoções...
Que não vêm (pensei que viessem, Desculpa.)
Desculpa,
Eu sei que não mereces.
Obrigada pelo poema, e pelas cartas de correio.
Desculpa se não te respondo aquilo que queres ouvir.
Desculpa se não te engano, prometo estar quase, quando me fartar de nunca estar quase.
Queres que te diga que te amo? Está bem, di-lo-ei.
Sim, eu sei que estou a fazer exactamente o mesmo que me fizeram a mim,
É um ciclo karmico este em que entrei, mas já não tenho saída.
O meu coração não está aberto, e o meu corpo só por agora.
Amanhã, por favor, afasta-te e deixa-me,
Antes que eu acorde e me lembre mais uma vez que não és tu quem eu quero a meu lado.
Se queres entrar neste jogo de fingir amor,
Alinho.
Se não, Afasta-te-
Porque eu não sou susceptível de amor,
Já te disse que não sou,
E a paixão dura só enquanto estou inconsciente.
Desculpa,
Porque quando eu fecho os olhos,
Não é em ti que penso.
Desculpa,
E adeus.

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