O meu coração dispara assim que o telefone toca
A sua voz acalma-me as pulsações e os medos
Estou assustada de mim mesma,
Sem saber o que sinto por quem só oiço a voz,
E sonho sentidos.
Não sentido os seus lábios,
Já são dela os meus,
E beijo-a mesmo de longe.
Fazemos amor sem corpos.
Ela é o sol que me desperta pela manhã,
E me diz essas coisas que eu já não ouvia,
- Nem sabia ouvir.
Sinto-me segura em braços que não conheço,
Se não o entendo também já não busco a lógica.
Quero o seu riso e o seu sorriso,
A sua pele na minha que conheço por fotografias,
E quase lhe sinto o cheiro da pele com o perfume que deixa nas cartas.
Outrora sem chão,
Pisando caminhos que a sanidade não se arrisca,
Inundada por um desejo insaciável de recordações
Tão falsas, tão cortantes.
Tudo aquilo que um corpo não deve fazer à alma.
E eis que esta mulher me ampara nos braços,
E me embala sobre as nuvens.
E pergunto-lhe baixinho,
Perto do adormecer,
Queres construir-me de novo?
Remar sob oceanos como se o vento nos levasse?
Que a distância é nada quando os corpos e os corações se querem...
Alors viens contre moi,
Je t'embrasse.

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