Texto de 5 Nov 2016
No decorrer de um texto publicado recentemente que me fez refletir mais uma vez sobre isto do amor, em tempos menos bons que são no meu caso o da distância física, ponderam-se sempre os lados da moeda e fazem-se balanços. As minhas discussões são sempre reflexo de um background familiar ao qual me tento libertar. Tem sido uma caminhada.
A distância destabiliza, desgasta e destrói emocionalmente, mas no decorrer deste texto lembro-me do que vem de dentro sem filtros sociais e familiares, lembro-me da escolha que fiz. Relembro-me que amar, mas amar depois da paixão, amar nos temporais, amar na distância, amar quando vacilamos, amar quando existem outros amores igualmente válidos, de ambos os lados, é uma escolha. É uma escolha ficar e lutar. É uma escolha ultrapassar. É uma escolha silenciar quando não é altura para discussões e as coisas estão quentes. É uma escolha respeito mútuo, e dar tempo, de forma recíproca, e saber quando cada um precisa de espaço. É uma escolha funcionar a dois. É uma escolha saber que é o caminho mais duro, mas saber que é o caminho certo quando crescemos e nos consolidamos e amadurecemos e vão nascer frutos.
Também é uma escolha partir.
*bonito ver que, um ano depois, continuo a crescer, consolidar[-me], amadurecer. Continuarão a nascer frutos. Sempre.

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