quinta-feira, 23 de abril de 2015

Até já

Deposito Lisboa nas tuas mãos
Sincera despede-se de ti num adeus
Mais curto que os sonhos que fizemos
Sob a calçada que desce ao cais
Esvazio medos em tom de uma dança que se eleva à tua partida.
Entrego-te à lua
Que me guarda de longe.
Os teus olhos nos espelhos que
Me refletem quando passo por eles.
Em ti toda uma esperança de me sentir melhor por mais tempo,
De me sentir maior dentro e fora de mim.
Num soneto pouco experiente
Porém o canto é afinado
Desmonto ideias do que pode ser.
Entrego-me ao destino numa prece
Muito Minha,
Muito dos deuses,
Se os há.
Não é ousado o que sonho.
Projectos incertos, tão certos.
Tão incertos.
A capacidade de poder voar
A incerteza de que o céu será meu.
Uma fé dos que se instalam
Ilumina-me um caminho a direito
Turvo.
Eles querem voltar.
Eu quero partir e reencontrar noutros [a]braços, noutras ruas, noutros cantos,
Um coração tão grande, tão vivo,
Como o que se dá a Lisboa.

Até já


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