Acredites ou não,
Tenho-te em mim como o relógio tem o tempo.
Há uma inevitabilidade que nos cerca, mesmo quando não somos feitas para partilhar o mesmo tecto.
Sem queixas.
Devemo-nos afastar do que não é para nós.
Antes dizendo,
Devemos saber o que não é para nós.
Depois especulas sobre a vida e revestes um tom acertado às dúvidas.
E eu especulo que de qualquer das formas tu não és para ninguém senão pra ti.
E ao mesmo tempo que todos merecemos [e de certa forma temos] de ser amados.
Tu proteges-te assim e eu protejo-me a contar as estrelas à volta da lua.
A questão é que ninguem ganha neste jogo sórdido.
Tu queres o mundo e a novidade,
E eu sempre soube um pouco melhor o que queria em primeiro lugar.
E depois em segundo eu quero o mundo e a novidade.
Pecamos por nos mentirmos, mais que aos outros.
Pecamos quando a verdade nao é correspondida.
Não. Pecam por nós.
Quis ver-te e juntar as peças quando nem as sabia.
Cedo demais.
Seremos sempre um puzzle incompleto-
Não temos fim.
Não temos os meios. Ou não os sabemos saber.
E os começos foram desacertos.
Depois chega o fim do dia,
E eu sei todas as respostas
Que não batem com as tuas perguntas.

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