terça-feira, 5 de maio de 2015

Excerto de algo melhor que ser bom

As diferenças entre ela e as outras mulheres, é que ela sempre me leva a ser muito mais do que aquilo que eu sequer penso ser.
E isto é importante.
Nos braços de outras mulheres as coisas correm sempre de forma bastante equilibrada e mediana. Não estou a dizer que não é bom. Na verdade, é exatamente isso que é. É bom. E todos nós sabemos que para uma relação funcionar é bom que a coisa não seja assim para o muito excessivo, porque atrapalha.
O que já não é tão bom é que vivamos em arrependimento.  
De tudo o que não fizemos. Dos “sim”que não dissemos. Das noites que não passámos. De termos pensado tanto em nada e termos feito nada a tanto.
Para quê?
Agora eu vou terminar o curso e ter o mundo a meus pés. Oportunidades, dinheiro se quiser. A casinha dos pais se me apetecer. Uma boa vida como tenho tanta potencialidade para ter.
Até posso casar. Aprender a andar a cavalo. Construir uma casa no campo. Ser tão visualmente  feliz que até o coração se há de enganar.
Mas na verdade eu só quero aqueles braços, aqueles olhos, aquele calor, aquela alma.
E a expressão “amor e uma cabana” é capaz de ser dita em tom depreciativo, pelo menos, pelos mais espertos. E desse grupo me excluo se for para dar mais sentido e reflexão ao que eu não quero mais refletir e contrariar. Para dizer mesmo a verdade, eu dispenso a cabana.
Basta-me mesmo ela, e vai-me sempre bastar.
Com,
Ou sem ela.



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