As diferenças entre ela e as outras mulheres, é que ela
sempre me leva a ser muito mais do que aquilo que eu sequer penso ser.
E isto é importante.
Nos braços de outras mulheres as coisas correm sempre de
forma bastante equilibrada e mediana. Não estou a dizer que não é bom. Na
verdade, é exatamente isso que é. É bom. E todos nós sabemos que para uma
relação funcionar é bom que a coisa não seja assim para o muito excessivo,
porque atrapalha.
O que já não é tão bom é que vivamos em arrependimento.
De tudo o que não fizemos. Dos “sim”que não dissemos. Das
noites que não passámos. De termos pensado tanto em nada e termos feito nada a
tanto.
Para quê?
Agora eu vou terminar o curso e ter o mundo a meus pés.
Oportunidades, dinheiro se quiser. A casinha dos pais se me apetecer. Uma boa
vida como tenho tanta potencialidade para ter.
Até posso casar. Aprender a andar a cavalo. Construir uma
casa no campo. Ser tão visualmente feliz
que até o coração se há de enganar.
Mas na verdade eu só quero aqueles braços, aqueles olhos,
aquele calor, aquela alma.
E a expressão “amor e uma cabana” é capaz de ser dita em tom
depreciativo, pelo menos, pelos mais espertos. E desse grupo me excluo se for
para dar mais sentido e reflexão ao que eu não quero mais refletir e
contrariar. Para dizer mesmo a verdade, eu dispenso a cabana.
Basta-me mesmo ela, e vai-me sempre bastar.
Com,
Ou sem ela.
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