Numa neblina de disformes contrastes.
Unimo-nos a este incerto fado que nos estremece
E tu desejas-me numa ofegante prece!
E tu desejas-me numa ofegante prece!
Falas com o coração,
Calas ruídos alheios,
E silencias os medos,
E apaixonas-me os seios.
Vertemos lágrimas doces,
Em alegrias sintónicas,
Gememos prazeres adormecidos,
As vozes já afónicas!
Os teus olhos lêem-me a mente,
E amas-me ao infinito,
E eu já não estou em órbita terrestre,
E o teu corpo é o mais bonito!
És sol que nasce e sol que se põe em mim,
Estás-me presente da noite ao dia,
E a lua esconde-te para se mostrar a ela,
Mas és também tu quem na noite me guia.
E nasces, de novo, pela janela,
E desenhas nas paredes dois corpos leves,
Como ousas encantar-me assim,
Como te atreves?
Estou ébria de desejo por ti,
E mais ainda por tocar-te nua,
Conhecer-te o interior desses doces olhos,
[E hoje eu cedo ao inconsciente]
Que já só me sinto tua.

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