Hás de a fazer feliz, o máximo que alguém pode fazê-la feliz.
Mas fá-lo, está bem?
Dá o teu melhor.
E ela há de continuar a tentar encontrar-se, e há de encontrar-se nuns dias, e perder-se noutros.
Eu já não me importo de ser uma mera espectadora daquele misto de fraqueza e genialidade num só e quase ao mesmo tempo.
Há sim, genialidade nela. Se calhar já te apercebeste. Os atentos poderão constatá-lo se lhes apetecer, e souberem olhar além da carne, das fraquezas e das falhas.
Tens nas mãos, a mulher mais imperfeita e a imperfeição mais perfeita.
E ela nunca será inteiramente tua, porque não é de ninguém. E sempre será do mundo.
É como uma obra de arte no tempo se eu quiser tentar descrevê-la, e ao tentar já peco em erro;
O tempo desgasta-a e deixa as suas marcas, mas continua a ser obra, e arte. Há algo de intemporalmente belo e perfeito só por o ser e da maneira que o é, porque é arte, e tu sentes.
Como uma escultura, está ali ao olhar de todos mas há sempre um pouco de si que nunca nos vai pertencer.
Nem a mim, nem a ti.
Ontem vi-a passar por mero acaso, e vejo-a sempre deste mesmo modo;
Cansada, e ainda assim, sempre com um brilho nos olhos, mesmo que triste.
Um rosto de criança, por mais que a idade lhe revista o corpo.
E alguns sonhos inocentes misturados hoje com uma percepção mais consolidada do mundo. E de si.
Vai pelas ruas com uma pressa desconhecida de quem corre atrás do que sabe, e ela só sabe que quer correr atrás, sem saber bem atrás do quê.
E ninguém a apanha nem apanhará porque por mais que se queira fazer do mundo, ou então de uma mulher só, há sempre um pouco dela, que fica nela, ou por aí sem saber bem onde se instalar.
Talvez ela não o saiba dar.
E embora eu não deixe de invejar o teu papel, parte de mim sabe que é bem melhor assim - Não a ter.
Deste modo nunca a poderei perder.
No fundo foi sempre isto que quis- que fosse eterno.
Eu sei que não me quer, mas não verto nem mais uma lágrima.
Hás de a fazer feliz, o máximo que alguém pode fazê-la feliz.
Mas fá-lo, está bem?
Dá o teu melhor.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2015
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
faltas[-me.]
Estás aí.
Eu aqui.
Sinto faltas
- Faltas-me.
Aguento cá dentro
- respeito-te.
Aguentas-me,
No peito.
Estilhaço os tempos,
Com promessas
De esperar por reunir
As peças
Que faltam
Em mim,
Pra ti.
Se é ilusão,
Que seja:
Se me levanta
E beija.
Se me empurra
Do chão,
Se o choro dá
Canção.
Hás de ser só
Memórias,
Quando eu parar
Com as histórias
De ver em ti
Futuro
É só a ti
que juro
Dar, pra sempre, a mão.
Eu aqui.
Sinto faltas
- Faltas-me.
Aguento cá dentro
- respeito-te.
Aguentas-me,
No peito.
Estilhaço os tempos,
Com promessas
De esperar por reunir
As peças
Que faltam
Em mim,
Pra ti.
Se é ilusão,
Que seja:
Se me levanta
E beija.
Se me empurra
Do chão,
Se o choro dá
Canção.
Hás de ser só
Memórias,
Quando eu parar
Com as histórias
De ver em ti
Futuro
É só a ti
que juro
Dar, pra sempre, a mão.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Distâncias que aproximam
Relações à distância podem parecer ser a coisa mais estúpida que o ser humano se propõe a viver.
Eu mesma concordo com isso. [na verdade concordo com tudo o que não andei a praticar nestes últimos meses, para ser mais precisa.]
Não vejo o propósito de investirmos em algo quando a pessoa se encontra a quilómetros de distância. Para quê?
Mas depois vem o factor acidente, o factor acontece, que torna tudo isso muito mais difícil de racionalizar.
Continuo sem saber ainda qual foi o momento exacto em que me deixei apaixonar. Em que começei a esperar respostas, bons dias, cartas, chamadas...
Não sei como nem porquê. Acho que é assim, não é? Nunca o sabemos, quando é genuíno.
A verdade é que podemos acabar por nos encaixar psicologicamente com quem fisicamente se encontra na outra parte do mundo, constato.A verdade é que ainda tenho muito por resolver com a minha cabeça e com o meu coração - um percurso longo de aceitação daquilo em que acreditei por anos a fio, e preparo-me de mochila às costas, porque tem de ser e está na hora. A verdade é que eu me senti tão disponível para me apaixonar, como indisponível para amar.
E ela sabe.
Sabe disso, e das minhas falhas porque eu estou cansada de fazer teatro, mesmo que seja encenado em prol do outro. Portanto decido-me a ser eu mesma, mesmo que cansada e farta e stressada e a precisar de momentos em que não quero tão somente falar com absolutamente ninguém, e não falo, porque às vezes temos de parar de ser para o outro e ser um bocadinho só para nós.
E ela está aqui.
E espera.
E compreende.
Sinto-me segura, e aliviada, de saber que posso ter tempo para mim. Que mesmo não estando completamente disponível, que tenho tempo e espaço para resolver o que falta. De saber que posso estar comigo mesma, porque sei que quando me apetece voltar
Ela está à minha espera de braços abertos.
E se há alguma lógica a que chamam destino naquilo que vivemos então ela não caíu do céu acidentalmente - Não devemos precisar dos outros mas eu preciso dela mais do que ela imagina - Fui salva de mim.
De mim e do rumo que a minha cabeça estava a tomar - e de vez enquanto ainda toma nas horas, quando me esqueço do que vale a pena lembrar.
Preciso, quando deixo de lutar, porque eventualmente sempre deixo, que agarrem na espada e continuem a luta, por mim. Nem sempre sou capaz de lutar lado a lado.
Preciso sentir segurança, aquela que falta em mim
E ela é isso.
A 1150km de distância, ela é isso.
A segurança. O carinho. A voz.
Não sei se tomei a decisão certa, mas nunca o sei de cada decisão que tomo, quem o sabe?
Às vezes tomamos as piores decisões com as pessoas que se encontram a 50 metros de nós, não é?
E o que sei, agora, é que 2015 vai ser um ano de muitas viagens, que por acaso é o meu passatempo favorito:
Fugir.
Par o bem ou para o mal, certo ou errado, nada me sabe melhor que
Fugir.
Da minha realidade, da minha idade, dos meus amigos, da minha família, de mim.
Tem dias em que penso desistir do mundo. Tem dias que não me apetece nem falar,
Mas naquela hora em que me liga, mesmo quando, às vezes, nem isso me apetece, e começamos a falar de mim, de nós, da vida, sai-me um peso de cima.
Sinto-me leve. Calma. Aceite. Segura.
A verdade é que este texto não vos vem dizer nada de mais, mas era merecida a menção.
Continuo sem saber aonde isto nos vai levar [nunca se sabe]
Até quando isto nos vai levar [nunca se sabe]
Mas desde já:
Obrigada.
Eu mesma concordo com isso. [na verdade concordo com tudo o que não andei a praticar nestes últimos meses, para ser mais precisa.]
Não vejo o propósito de investirmos em algo quando a pessoa se encontra a quilómetros de distância. Para quê?
Mas depois vem o factor acidente, o factor acontece, que torna tudo isso muito mais difícil de racionalizar.
Continuo sem saber ainda qual foi o momento exacto em que me deixei apaixonar. Em que começei a esperar respostas, bons dias, cartas, chamadas...
Não sei como nem porquê. Acho que é assim, não é? Nunca o sabemos, quando é genuíno.
A verdade é que podemos acabar por nos encaixar psicologicamente com quem fisicamente se encontra na outra parte do mundo, constato.A verdade é que ainda tenho muito por resolver com a minha cabeça e com o meu coração - um percurso longo de aceitação daquilo em que acreditei por anos a fio, e preparo-me de mochila às costas, porque tem de ser e está na hora. A verdade é que eu me senti tão disponível para me apaixonar, como indisponível para amar.
E ela sabe.
Sabe disso, e das minhas falhas porque eu estou cansada de fazer teatro, mesmo que seja encenado em prol do outro. Portanto decido-me a ser eu mesma, mesmo que cansada e farta e stressada e a precisar de momentos em que não quero tão somente falar com absolutamente ninguém, e não falo, porque às vezes temos de parar de ser para o outro e ser um bocadinho só para nós.
E ela está aqui.
E espera.
E compreende.
Sinto-me segura, e aliviada, de saber que posso ter tempo para mim. Que mesmo não estando completamente disponível, que tenho tempo e espaço para resolver o que falta. De saber que posso estar comigo mesma, porque sei que quando me apetece voltar
Ela está à minha espera de braços abertos.
E se há alguma lógica a que chamam destino naquilo que vivemos então ela não caíu do céu acidentalmente - Não devemos precisar dos outros mas eu preciso dela mais do que ela imagina - Fui salva de mim.
De mim e do rumo que a minha cabeça estava a tomar - e de vez enquanto ainda toma nas horas, quando me esqueço do que vale a pena lembrar.
Preciso, quando deixo de lutar, porque eventualmente sempre deixo, que agarrem na espada e continuem a luta, por mim. Nem sempre sou capaz de lutar lado a lado.
Preciso sentir segurança, aquela que falta em mim
E ela é isso.
A 1150km de distância, ela é isso.
A segurança. O carinho. A voz.
Não sei se tomei a decisão certa, mas nunca o sei de cada decisão que tomo, quem o sabe?
Às vezes tomamos as piores decisões com as pessoas que se encontram a 50 metros de nós, não é?
E o que sei, agora, é que 2015 vai ser um ano de muitas viagens, que por acaso é o meu passatempo favorito:
Fugir.
Par o bem ou para o mal, certo ou errado, nada me sabe melhor que
Fugir.
Da minha realidade, da minha idade, dos meus amigos, da minha família, de mim.
Tem dias em que penso desistir do mundo. Tem dias que não me apetece nem falar,
Mas naquela hora em que me liga, mesmo quando, às vezes, nem isso me apetece, e começamos a falar de mim, de nós, da vida, sai-me um peso de cima.
Sinto-me leve. Calma. Aceite. Segura.
A verdade é que este texto não vos vem dizer nada de mais, mas era merecida a menção.
Continuo sem saber aonde isto nos vai levar [nunca se sabe]
Até quando isto nos vai levar [nunca se sabe]
Mas desde já:
Obrigada.
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