Uma surpresa para mim!
Senti-me turista na minha própria cidade e parece que conheci a baixa pela primeira vez.
Há um café ao pé de mim, a porta fechada mas envidraçado, tocam acústico, e as pessoas sentam-se até no chão e recita-se poesia. Nunca tinha reparado. Vimos montras de livros infantis e partilhamos da mesma opinião: são os melhores, e contam as melhores histórias, as mais simples, as mais cheias, e têm as mais belas ilustrações. Há uma livraria a caminho da baixa com os livros infantis mais bonitos, com aguarelas, autênticas pinturas, obras de arte. Referimo-nos aos livros para crianças que delicia qualquer adulto.
O bairro, semi cheio. Tranquilo e musical. Passei pelo Farta Brutos onde a Bethânia sempre jantava e onde a minha mãe jantava nos tempos de faculdade, finalmente e acidentalmente.
E eu nem tinha ainda reparado, que é verão.
Os empregados foram simpáticos, estava tanto calor que fui de calções e andámos devagar. Vimos montras. Lemos as paredes e não havia pressa. Nem cansaço. Nem tempo.